A Marvel mudou tudo… ou não!

Com a divulgação das novas versões de Capitão América, Homem de Ferro e Thor, a Marvel virou o centro de uma discussão que acirrou os ânimos dos leitores em todo o planeta: estaria a editora tomando a frente da iniciativa por aumentar a diversidade sexual e racial dos heróis das HQs ou apenas se aproveitando do tema para lucrar?

Como todos já sabem, a editora iniciou um enorme trabalho de marketing para divulgar a troca de Steve Rogers por Sam Wilson (antes conhecido como Falcão) no papel do Capitão América e da chegada de uma personagem especialmente criada para a tarefa de substituir Thor como a nova Deusa do Trovão. Além disso, a mudança de Tony Stark para San Francisco durante a fase Superior Iron Man pode sugerir uma maior participação de Arno Stark na série ou até mesmo a criação de DOIS Homens de Ferro diferentes.

Entre os personagens já conhecidos pelos fãs, Sam Wilson é um dos primeiros heróis afro-americanos dos quadrinhos e  parceiro de longa data do Capitão América original, que perdeu recentemente o Soro do Supersoldado que o mantinha jovem. Arno Stark apareceu em histórias antigas como o Homem de Ferro de 2020 (na época em que 2020 era apenas um futuro distante e alternativo) e recentemente foi inserido na cronologia oficial da Marvel como irmão de Tony.

Para o lugar de Thor muitos apostavam na recém-chegada Ângela, criada por Neil Gaiman para as histórias de Spawn e recentemente adquirida pela Marvel. A personagem integrará a nova formação dos Vingadores, mas para o papel de nova Thor a editora decidiu apostar em uma criação completamente nova.

 

Mudar para que?

No passado, os quadrinhos se destacaram por antecipar em anos a discussão de temas como homofobia, alcoolismo e consumo de drogas ilegais, a Aids e os direitos civis. Além disso, mudanças igualmente radicais promovidas pela editora no passado alcançaram sucesso suficiente para garantir espaço de destaque à heróis como Bill Raio Beta, James Rodhes, Homem-Aranha Ultimate, Guardiã e Capitã Marvel, mas em todos os casos foi necessário que a editora  desse tempo suficiente aos novos heróis para que pudessem vencer a desconfiança dos leitores antigos e criar sua própria legião de fãs. Resta saber se a Marvel terá paciência suficiente para reintroduzir, ao mesmo tempo, três de suas principais marcas cinematográficas de maneira tão radical. Se a resposta for sim, será que veremos as novas versões nas telas dos cinemas? Seria uma aposta radical, mas justificaria tamanha mudança em meio à renovação do Universo Marvel nas HQs, Cinema e TV.

Após a recente e frustrante fase “superior” do Homem-Aranha, esperamos ver algo realmente inovador nas histórias planejadas para o trio de heróis para que estes personagens possam realmente se tornar grandes exemplos da diversidade de raça e gênero nas hqs e não apenas caça-níqueis passageiros. Seu desafio será ganhar tempo suficiente para que possam se tornar relevantes na cronologia do Universo Marvel e para que seus títulos possam encarar de frente a batalha pelo topo da lista dos quadrinhos mais vendidos.

Aos leitores, resta acompanhar as novas aventuras do trio de ferro da Marvel e torcer para que boas surpresas estejam por vir.

 

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Claudio Murena

Author: Claudio Murena

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