Ainda pode falar da Comic Con Experience?

Comic Con Experience

Comentei no meu FB que a segunda-feira pós Comic Con Experience (ou CCXP, como esta sendo chamada, ou simplesmente “cômicon”) trazia uma sensação tipo viagem de volta da Disney, sabe?

E encarar todas as resenhas e matérias que eu precisava fazer sobre, era como receber a fatura do cartão de crédito dessa viagem.

Pois é. Fica a ressaca nerd, do tipo “o sonho acabou”. Mas quer saber? Não acabou nada. E está só começando.

Que paulada foi essa Comic Con Experience, nerds do meu Brasil. Que espetáculo. Se você não foi, desculpa aí, sorry, meus sentimentos. Perdeu playboy e perdeu feio.

Há alguns anos qualquer nerd que se preze teria soltado gargalhadas sarcásticas se alguém mencionasse fazer uma convenção de quadrinhos e cultura pop, nos moldes das de San Diego e Nova York, aqui no Brasil.

Mas, por mais que sejam mal feitas, que xinguemos muito no twitter e nos fóruns nerds os roteiros rocambolescos das adaptações cinematográficas de HQ, foi por causa delas que mais de 80 mil pessoas lotaram os 4 dias de convenção, pirando, gastando os tubos (o que, queira ou não, aquece o mercado no Brasil) e se emocionando em ver, seus sonhos mais nerds, realizados.

Com esse número, de 80 mil visitantes a Comic Con Experience se torna a maior primeira edição de um evento realizado no Brasil. Mais de 70 expositores, 218 quadrinistas nacionais e internacionais, pré-estréias de filmes e séries, lançamentos de livros, painéis com artistas internacionais e muito conteúdo exclusivo, os visitantes conheceram um novo modelo de evento de cultura pop no país.

Chupa, EUA e Europa, temos nossa própria Comic Con! Para o mercado de Cultura Pop, para o Brasil, isso é maravilhoso. E foi só a PRIMEIRA edição. Imaginem o que pode vir por aí. Patrocínios cada vez mais pesados, convidados cada vez mais legais, estrutura cada vez melhor, produtos cada vez mais diversificados. Nerds cada vez mais felizes.

Houve falhas na Comic Con Experience? Claro que sim. O sinal de wi-fi era inexistente (o que para a imprensa foi um tormento e, em tempos de compartilhamento compulsivo nas mídias sociais, é algo impensável) o ar-condicionado não venceu aquele tanto de gente e no sábado estava praticamente IMPOSSÍVEL ficar 10 minutos lá dentro.

O preço das comidas era impraticável, no fim de semana uma lata de Coca-cola chegou a 10 reais, por exemplo. Um horror. E houve vários problemas de credenciamento.

O que não é nada perto das vantagens que apresentou. Eu fiquei emocionadíssima ao ver grandes amigos meus, produtores de quadrinhos nacionais, finalmente ganhando dinheiro e vendendo suas obras. HQs independentes ou de editoras nanicas. Trabalhos feitos, muitas vezes, com sangue suor e lágrimas e campanhas de crowdfunding do Catarse. Trabalhos feitos, muitas vezes DE GRAÇA, gente. Por amor à sétima arte.

Eu vi homens barbados com os olhos marejados ao encontrarem seu desenhista favorito.

Eu vi o Mauricio de Sousa andando no meio do público e as reações MARAVILHOSAS dos que o reconheciam.

Eu vi centenas de crianças, de bebês a adolescentes, vestidas de super-heróis e isso renova nossa esperança em um mundo melhor e dá continuidade à linhagem nerd.

Eu vi pais e filhos adolescentes curtindo os mesmos ídolos, jogando o mesmo game e discutindo sobre HQs, o que me fez questionar: “E o famoso fantasma do “abismo de gerações?”Cadê?”

Eu vi a 1º Comic Con do Brasil. O slogan da feira era “vai ser épico”. E foi.

A Comic Con Experience já tem data para acontecer em 2015: será entre 3 a 6 de dezembro.

Se eu fosse você, já me preparava. #fikadika.

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Gabi Franco

Author: Gabi Franco

Gabi shot first. https://www.linkedin.com/in/gabrielafranco

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