Resenha – Vingadores: Ultimato

Vingadores Ultimato

Aviso: essa resenha apresenta spoilers moderados.

O universo cinematográfico da Marvel se tornou uma espécie de jornada que estamos acompanhando desde 2008, com o lançamento do primeiro Homem de Ferro. E toda jornada um dia chega ao fim. 22 filmes depois e estamos diante de Vingadores: Ultimato. O final não só da chamada Fase 03 da Marvel Studios, mas também o encerramento de um ciclo.

Os irmãos Anthony e Joe Russo retornam para fechar a saga que eles vêm construído para o estúdio desde Capitão América: O Soldado Invernal, passando por Guerra Civil e Guerra Infinita.

Na trama, vemos um planeta Terra arrasado e a beira do colapso, tentando sobreviver depois que Thanos (Josh Brolin) estalou os dedos e eliminou metade de todos os seres vivos. O quadro se torna ainda mais sombrio com a chegada da Capitã Marvel (Brie Larson), relatando que a situação da Terra se repete de forma melancólica por todos os planetas habitados do universo.

Um crime além da compreensão. Uma monstruosidade impossível de assimilar. Com a ajuda de Nebulosa (Karen Gillan), uma das filhas adotivas do vilão cósmico, o que resta dos heróis aposta tudo numa última missão. Mas o que está feito não pode ser revertido.

Ultimato dá um salto de cinco anos no tempo, quando o inesperado retorno do Homem-Formiga (Paul Rudd) acende uma nova esperança no que sobrou dos heróis da Terra. Mas será que existe alguma chance de redenção?

Não é o momento de fugir do uso dos superlativos: Ultimato é muito mais do que um filme ou um término de uma história; é uma despedida. E usando o recurso de viagens no tempo, os irmãos Russo prestam uma grande homenagem a diversos momentos da franquia revisitando cenas, alterando desfechos e exorcizando demônios dos heróis.

Ainda que apresente cenas épicas de ação, Ultimato tem os personagens e suas interações como foco principal. E em suas três horas de duração, é exatamente isso que é entregue para o público.

Impressiona a habilidade dos diretores em conduzir um elenco tão grande e encontrar espaço na trama para todos eles: o mundo visto pelos olhos do “civil” Scott Lang; o desespero palpável de Natasha Romanoff (Scarlett Johansson); o colapso emocional de Tony Stark (Robert Downey Jr.); a negação de Thor (Chris Hemsworth), escondendo um homem que perdeu tudo; os fantásticos efeitos digitais do Hulk, que em Ultimato realmente se transformou numa extensão do ator Mark Ruffalo, e a fé inabalável de Steve Rogers (Chris Evans) de que algo pode ser feito.

É certo que enquanto existir interesse do público, filmes de super-heróis vão continuar a ser feitos. Mas caso Hollywood nunca mais tivesse interesse em produzir outro filme do gênero, Ultimato seria uma forma justa de encerrar esse ciclo.

Intenso, delicado, grandioso, catártico: a produção é tudo aquilo que os fãs esperavam – e um pouco mais. Apesar de não se inspirar diretamente em nenhuma saga dos quadrinhos, Ultimato consegue reproduzir a sensação de se estar diante de um encadernado de 300 páginas de uma grande saga, com direito a diversas referências dos arcos de histórias mais recentes da Marvel.

Agora preste um favor a você mesmo e corra até o cinema mais próximo.

Não veremos outra celebração como essa tão cedo.

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Author: André Morelli

Vida louca e próspera. morelli@popground.com.br

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