Resenha: Venom

Onze anos depois de aparecer em Homem Aranha 3 (2007,Sam Raimi), Venom ganha seu primeiro filme solo, dessa vez, como um anti-herói longe tanto do vilão que conhecemos em 2007 quanto do clima assustador que o filme prometia no trailer.

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Venom

 

Eddie Brock (Tom Hardy, Dunkirk e Mad Max: Estrada da Fúria) é um jornalista investigativo, que ao mexer no computador de sua noiva, Anne (Michelle Williams, O Rei do Show e Sete Dias com Marilyn), acaba tendo acesso à informações confidenciais sobre a Fundação Vida e sua relação com a morte de astronautas em um acidente recente. Buscando um furo de reportagem, ele tenta entrevistar o CEO da fundação, Carlton Drake (Riz Ahmed, Rogue One: Uma história Star Wars e Jason Bourne), pressionando-o a falar sobre seus experimentos nada éticos, resultando na sua demissão e no fim de seu noivado.

Meses depois, Brock é procurado por uma das cientistas envolvidas com a fundação e descobre que ali são realizados experimentos envolvendo humanos e simbiontes alienígenas, para que um dia, os humanos possam habitar outros planetas. Ao invadirem o laboratório da fundação, o simbionte Venom entra no corpo de Brock, lhe conferindo superpoderes e o colocando na mira do inescrupuloso CEO, que quer seu simbionte de volta a qualquer preço.

 

Venom

Venom e Eddy Brock

 

A ideia de ter um filme só para Venom seria muito bem aproveitada se ele ocupasse o lugar de vilão, num universo próprio, sombrio e assustador, já que de qualquer maneira ele não terá conexão com o Homem-Aranha do Universo Cinematográfico da Marvel. Mas não é o que acontece aqui, infelizmente.

O longa é inexpressivo e sem criatividade, apostando na mesma fórmula de super-herói que estamos vendo a mais de uma década, e com exceção de uma única cena no final do filme, a luta entre Venom e Riot, não há nenhuma sequência que já não tenha sido usada em outros filmes – o que é um desperdício, já que o próprio Venom amplia as possibilidades devido aos seus poderes.

 

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Nós Somo VENOM!

 

As atuações de Michelle Williams e Riz Ahmed são tão engessadas na tentativa de forçar os arquétipos de namorada-ideal e vilão-psicopata-corporativista, que chega a ser um desperdício colocar atores tão bons em papéis tão planos. Já Tom Hardy vai na contramão do filme e sua atuação é ótima ainda que seu personagem não seja lá grandes coisas. Se no início do filme temos uma má impressão do tom que ele dá ao personagem, completamente imaturo e atrapalhado, no decorrer da trama vemos esse tom se encaixar aos poucos com o filme, principalmente depois que o simbionte toma conta de seu corpo e o filme ganha ares mais leves, apostando no bom humor. Sua relação com o simbionte e a disputa pelo controle do próprio corpo se assemelham aos filmes com amizades improváveis e que no final a gente gosta e sai feliz do cinema.

Venom já esta em cartaz.

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Natália Borges

Author: Natália Borges

Louca por filmes, séries, teorias da conspiração e coxinha de frango com catupiry.

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