Resenha – Shazam!

Shazam

Essa resenha não contém spoilers 

E depois de Aquaman ter se tornado a maior bilheteria de um herói da DC Comics, chega aos cinemas o inesperado Shazam. Será que depois de tantos deslizes, a Warner acertou mais uma vez? 

Dirigido por David F. Sandberg (Annabelle 2: A Criação do Mal), Shazam adapta o herói que um dia já foi chamado de Capitão Marvel, mas hoje em dia é conhecido pela sua palavra mágica, Shazam. E se você quiser saber os detalhes dessa história, clique aqui. 

Na trama, Billy Batson (Asher Angel) é um jovem órfão sendo encaminhado para seu sétimo lar adotivo. As vítimas da vez são Victor e Rosa Vasquez, um casal que abriga um pequeno grupo de órfãos em sua casa: Freddy (Jack Dylan Grazer), Mary (Grace Fulton), Pedro (Jovan Armand), Eugene (Ian Chen) e Darla (Faithe Herman). 

Apesar da boa acolhida dos Vasquez, Billy só pensa em fugir mais uma vez e continuar sua busca por sua mãe, de quem ele se perdeu quando tinha apenas quatro anos. Mas ao salvar Freddy de uma dupla de valentões na escola, Billy acaba sendo misteriosamente levado até um estranho mago a beira da morte (Djimon Hounsou). 

Ao dizer o nome do mago, o garoto se transforma em um adulto dotado de surpreendentes poderes (Zachary Levi). E isso é apenas o início de uma jornada onde o jovem deve enfrentar Thaddeus Silvana (Mark Strong), o avatar dos Sete Pecados Capitais, um grupo de entidades malignas que eram mantidas em cativeiro pelo velho mago. 

Direto ao ponto, Shazam é o Quero ser Grande dos super-heróis. Usando como base as histórias em quadrinhos do personagem publicadas durante a fase conhecida como Novos 52, a produção talvez seja o primeiro filme da atual leva de produções com super-heróis que não tem medo de pensar no público infantil. 

Estão lá o encantamento em se descobrir repleto de superpoderes. E como não poderia deixar de ser, tudo o que um pré-adolescente faria de questionável com essas habilidades. Também é um filme que fala de família e nesse quesito a química entre a família adotiva de Billy é excelente, com destaque para Jack Dylan Grazer, um jovem deficiente obcecado por super-heróis que se torna uma espécie de mentor para Billy. É dele que surgem quase todas as conexões com os outros filmes da DC, como Superman, Mulher-Maravilha, Liga da Justiça e Aquaman.  

Zachary Levi não economiza nas caretas para interpretar um garoto no corpo de um adulto. Mas o clima leve e bem-humorado do filme transformam o excesso em pontos a favor. Já Mark Strong vai no caminho oposto e entrega um Silvana que foge da imagem do cientista louco dos quadrinhos clássicos e apresenta o vilão reformulado dos Novos 52, um pesquisador obcecado com fenômenos sobrenaturais. A mudança funciona, já que Shazam abraça a lado místico do personagem. 

Um único porém da produção é que em momento algum os Sete Pecados parecem realmente ameaçadores para Billy e seus aliados. Tudo acaba parecendo uma grande preparação para os próximos filmes. 

E pensando em uma das duas cenas pós-créditos e na produção de um filme solo do Adão Negro, a maior ameaça que Shazam já enfrentou nos quadrinhos, podemos esperar por muitas surpresas para a franquia. 

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Author: André Morelli

Vida louca e próspera. morelli@popground.com.br

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