A volta de Frank Miller em DK III: The Master Race

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A DC Comics lançou a aguardada primeira edição de Dark Knight III: The Master Race, terceira parte da saga futurista de Frank Miller à frente do Batman.

Após o estrondoso sucesso de Cavaleiro das Trevas 1 na década de 1980 e da polêmica criada pela mudança de estilo narrativo e artístico do artista na criação da segunda parte (lançada já no início dos anos 2000 após anos de súplicas dos fãs e da editora e duramente criticada após sua publicação), uma nova minissérie não era esperada até mesmo pelos recentes problemas de saúde enfrentados pelo autor.

Aparentemente recuperado e com visita marcada para o Brasil durante a próxima CCXP, Miller se cercou de um enorme time de capistas e do trio Brian Azzarello (co-roteirista), Andy Kubert (desenhista da história principal da série) e Klaus Janson (arte-finalista desta e de todas as minisséries anteriores) para criar aquele que promete ser o fim de uma das sagas mais importantes dos quadrinhos americanos.

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Dark Knight III: The Master Race: a história até aqui…

Na edição de estreia, vemos a reaparição de Batman após 3 anos e os desdobramentos do ataque do vigilante à policiais de Gotham. Apesar de bastante climática, a hq entrega pouco do que está por vir mas dá pistas importantes.

Para não dar spoilers, basta dizer que ganham destaque alguns dos personagens também trabalhados em Cavaleiro das Trevas II, como a Mulher-Maravilha, sua filha Kara, Elektro, Comissária Ellen YindelCarrie Kelley (a Robin de DKI).

Miller e cia dão ainda a entender que desta vez Superman não fará apenas o papel de antagonista do Homem-Morcego, mas dividirá o foco central da trama. Muitos dos principais elementos da edição estão ligados principalmente à cronologia do Homem de Aço, como a cidade engarrafada de Kandor.

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Miller, Azzarello, Kubert, Janson…

Mesmo que as edições de DKI e DKII tenham contado com as participações marcantes de Janson e da colorista Lynn Varley, é inegável que ambas as séries foram trabalhos bastante pessoais de Miller, que trabalha agora com uma equipe muito maior. Dividir os textos e ilustrações (Miller desenha apenas algumas capas e a hq secundária, focada no Átomo) inegavelmente distanciou o novo trabalho de suas predecessoras, mas ainda é cedo para dizer se a colaboração de Azzarello e Kubert farão bem ou mal ao trabalho.

Até aqui Brian Azzarello se mostrou bastante discreto, fazendo o trabalho de finalização dos roteiros de Miller e seguindo de perto seu estilo, com diálogos ágeis e soturnos. A grande diferença será mesmo sentida pelos fãs ao ver a arte de Andy Kubert: o artista veterano já tem um trabalho bastante consolidado e decidiu impor seu estilo à HQ, o que dividirá a opinião dos fãs. Assim como na clássica mini de 1986, Klaus Janson começou seu trabalho de forma mais clássica e fiel ao traço de Kubert na primeira metade da edição, soltando mais o nanquim na parte final da história.

Após gravar seu nome na lista de autores mais revolucionários das HQs e de amargar fracassos de crítica nos quadrinhos e no cinema ao longo da última década, Frank Miller retoma uma de suas obras-primas com a dura missão de reconquistar parte de sua enorme legião de leitores e dar um fim épico à saga do maior herói da DC.

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Claudio Murena

Author: Claudio Murena

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