CCXP 2015: E não é que foi épico mesmo?

Dan Didio, Frank Miller e Jim Lee, alguns dos muitos convidados internacionais da CCXP 2015.

Dan Didio, Frank Miller e Jim Lee, alguns dos muitos convidados internacionais da CCXP 2015.

O mundo nerd brasileiro parou nos últimos 4 dias com a realização da 2ª edição da Comic Con Experience ou CCXP 2015 para os mais íntimos, que aconteceu nos dias 3 a 6 de dezembro. Em qualquer meio de comunicação voltado para a cultura pop, era difícil não encontrar uma notícia relacionada ao evento.

Essa que vos escreve participou de 3 dos 4 dias. Antes porém, uma pequena lição de história. Ano passado fui super afobada, comprei logo o 4 Day Pass, que me permitiria viver e respirar nerdices pelos 4 dias, pedi até folga pro chefe no trabalho. Era um sonho se tornando realidade. UAU! ComicCon no Brasil!

A verdade é que na quinta feira estava bem tranquilo, em 3 horas tinha passado em todos os stands, e fiquei me perguntando: “Putz, o que vou fazer aqui por mais 3 dias??” Tanto que na sexta deixei para ir bem no fim do dia, tirei foto com o Homer Simpson e brinquei no tiro ao alvo do The Walking Dead.

Já no sábado que era o dia dos painéis da CCXP, chegamos cedo, enfrentamos fila e passamos o dia por lá, mas após a decepção que foi o painel de Vingadores 2, voltamos para o evento. Só que lógico, estava bem cheio e isso para mim bastou, tanto que no domingo joguei a toalha e acabei nem indo.

Esse ano já fui mais esperta. Comprei só para o sábado e depois decidi com meu marido comprar o domingo também. Eis que vem a bomba. David Tennant na sexta. “OMG! OMG! OMG! É o Doctor, o MELHOR Doctor!!” Pedi folga pro chefe de novo e lá vamos nós na sexta também. Jurando que seria igual a CCXP do ano anterior, que na sexta feira tudo estaria super tranquilo. Tomei na cara, né?

Ignorando o fator #DavidTennant na minha previsão, ao entrar no evento me assustei com o quão cheio estava! Marido queria pegar alguns autógrafos no Artists Alley, ficou preso em filas intermináveis. Aproveitei esse tempo para dar uma andada nos stands.

Logo percebi que a CCXP 2015 estava bem maior do que no ano anterior, stands muito interativos. Se ano passado o destaque era para Vingadores 2, esse ano só deu Star Wars e Batman Vs. Superman. Star Wars tinha cadeira com sensor de movimento, cabines fotográficas para você escolher o seu lado da força, a Warner tinha estúdio de maquiagem do Esquadrão Suicida e as fantasias originais do Batman Vs. Superman.

Sem falar no stand monstro do Netflix, na piscina de bolinhas do Procurando Dory e a pista de patinação no gelo de A Era do Gelo! Fiquei babando em tudo, mas a distância. Tudo o que eu via eram filas e mais filas e o meu foco era outro > David Tennant!

Como estou grávida, procurei a fila preferencial (algo que não foi fácil, o staff parecia não saber nada a respeito, mas com custo, encontrei) e consegui entrar no Auditório Cinemark logo após o painel da Fox (que parece ter sido incrível, com cenas inéditas de Deadpool). Após os incríveis Frank Miller e Jim Lee, começa o painel da Netflix, que foi (para mim) sem dúvida a grande decepção da CCXP, já que David Tennant e Krysten Ritter foram retirados do palco depois de nem 15 minutos (o previsto para Jessica Jones eram 40 minutos) sem qualquer explicação deixando publico e convidados com cara de tacho!

Incrivelmente, aproveitei melhor o sábado e o domingo, talvez por estar mais preparada para a lotação e para o calor. O meu foco ainda eram os painéis e passei 80% do tempo desses dias no Auditório Cinemark. Vi os painéis de Star Wars e Capitão América, chorei no da Warner com um vídeo ÉPICO mostrando as artes conceituais para os filmes já confirmados da DC, tremi com o figurinista de Batman Vs. Superman dizendo que já está trabalhando nos uniformes para o filme da Liga da Justiça, vi as pré estreias de O Bom Dinossauro e Creed.

Fazendo um balanço geral, é claro que vamos sempre apontar problemas. Por exemplo, cobrar 10 reais por uma agua de coco ou 5 reais por um picolé de limão, num lugar que estava bem quente (senti especialmente aquele bafo quente ao sair do auditório e voltar para o pavilhão) é agir de má fé.

Eu não fui de cosplayer (que, aliás, estavam ainda mais incríveis esse ano!), mas li alguns comentários de desrespeito com esse público, tanto por parte do evento como por parte da mídia. A questão é que um evento desse porte e cuja tendência é só aumentar, sempre vai apresentar alguns problemas, mas fico feliz de poder contar mais acertos do que erros.

Ano passado peguei fila para retirar ingresso, esse ano quem comprou com antecedência já recebeu a credencial pelo correio, então pegou uma fila a menos. Enfim, são essas pequenas melhorias que vão fazendo a diferença.

Agora é esperar pela CCXP 2016, lembrar de usar roupas leves e aproveitar.

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Ana Cláudia Praconi

Author: Ana Cláudia Praconi

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