CCXP 2015: Artists’ Alley e a força dos criadores

O Artists' Alley da Comic Con Experience 2015

O Artists’ Alley da Comic Con Experience 2015

Em sua estreia na Comic Con Experience 2014, o Artists’ Alley, espaço dedicado aos criadores de quadrinhos para venda e exibição de seus trabalhos, contou com 215 artistas em 125 mesas e foi uma das áreas mais visitadas pelo público. Para atender a demanda deste ano, o Artists’ Alley passou a contar com 163 mesas e aproximadamente 265 artistas.

Em primeiro lugar, é importante dizer que a essa altura do campeonato, o Artists’ Alley não pode ser entendido como o espaço dos independentes ou de quem está começando. Artistas com décadas de carreira e que ajudaram a abrir o mercado norte-americano para outros artistas brasileiros como Mike Deodato estavam ao lado de novatos; astros internacionais como David Finch ocupavam o mesmo espaço que iniciantes em seu primeiro evento.

Quando falamos de um espaço como o Artists’ Alley, estamos falando de um espaço voltado para os criadores. E se no primeiro ano do Alley aconteceram alguns problemas estruturais, a organização do CCXP merece os parabéns pela ampliação e melhoria das condições oferecidas.

E que em 2016 o Artists’ Alley seja ainda maior (e melhor).

Mas vamos deixar a palavra para quem ralou muito nos quatro dias de evento, os artistas que participaram de toda a correria. Mas sabemos que no fundo, a emoção é a tônica dos relatos.

Até mesmo um artista veterano de Comic Cons internacionais como Joe Bennett resumiu numa única palavra a sensação de participar de algo semelhante em seu país: emocionante.

 

Daniel Esteves

Vou a eventos ha mais de dez anos. Normalmente eventos dessa natureza da CCXP (cultura pop em geral) não vendiam tanto para os quadrinhistas.

Porém, o cenário dos quadrinhos tem mudado tanto, por diversos motivos (atuação dos autores independentes, pequenas editoras, financiamentos públicos, financiamento coletivo, eventos como o FIQ, FEST COMIX, GIBICON, entre outros fatores) que num evento gigantesco como a CCXP não ficamos relegados a uma posição inferior, as mesas dos artistas causam muito interesse e fluxo dentro daquela estrutura tão grandiosa.

Acho que isso se deve a mudanças nos últimos 15 anos, a atuação de muita e muita gente. E agora diversos artistas tem colhido esses frutos dentro de espaços como o Artists’ Alley.

 

Fabiana Shizue

Mesmo me sentindo uma intrusa por ser uma ilustradora e não uma quadrinhista, as pessoas vieram curtir e conhecer meu trabalho.

Foi uma surpresa e uma oportunidade unica de estar quatro dias com artistas de várias gerações e estilos diversos, todos tão talentosos e queridos! Receber todo o carinho do publico, encontrar conhecidos e poder estar com o artista que se é fã é demais!

 

Hector Lima

Ficar no Artists’ Alley de um evento do porte da CCXP é viver por quatro dias em um mundo de Fantasia, habitado por personagens de vários universos, como um sonho contínuo. E, mesmo com momentos que parecem um pesadelo, no final essa jornada aproxima a gente de uma nova realidade possível na narrativa da Cultura Pop brasileira.

 

Laudo Ferreira Jr.

A participação minha no Artists’ Alley da CCXP 2015, foi superior a do primeiro ano, 2014, em todos os sentidos. Excelente experiência. Um dos pontos gratificantes é ter contato com fãs do meu trabalho, conhecer de perto quem consome meu quadrinho e fazer novos leitores. Sem dúvida o grande evento de quadrinhos do Brasil.

 

Will

Independente do que se comenta sobre os valores cobrados para se estar na CCXP, como autor considero que é importante e necessário estar presente.

É preciso entender as características de cada evento pra usufruir da melhor forma possível em favor do seu trabalho.

 

Mario Cau

A CCXP consolidou em 2015 o que propôs na sua estreia: uma experiência incrível para os leitores, fãs e autores. Estar lá com meu trabalho era algo indispensável, e o carinho dos leitores, velhos e novos amigos, sempre faz com que eu saiba que estou no caminho certo. Foi sensacional!

 

Cadu Simões

Eu gostei muito da CCXP. Vendi muito bem lá no Artist’s Alley, e o público foi muito receptivo com os meus quadrinhos. Não tenho o que comentar sobre o evento no geral, pois não consegui rodar, fiquei preso na minha mesa a maior parte do tempo. Só rodei mesmo pelo próprio Artist’s Alley, e no que pude constatar dos meus colegas quadrinhistas, todos venderam muito bem também.

 

Germana Viana

Embora tenha participado da CCXP de 2014, esta foi a primeira vez que participei do Artist’s Alley e cara, saí de lá sem voz, estourada, cansada, com o pé machucado, dente quebrado e… FELIZ! HAHAHAHA E quer saber? Repetiria a experiência todinha se me dissessem que teria outra no mês que vem!

Que energia maravilhosa, que legal passar o dia com meus amigos do coletivo, dividir sonhos com meu marido, conhecer ao vivo pessoas com quem converso pela internet, trocar experiências tanto com colegas quanto com leitores. E, delicioso, transformar pessoas em leitores simplesmente porque te viram ali e trocaram uma ou duas palavras, um gosto semelhante, uma piada em comum! Amor, cara! Amor!

Artistas reunidos depois de um longo dia de trabalho.

Artistas reunidos depois de um longo dia de trabalho.

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Author: André Morelli

Vida louca e próspera. morelli@popground.com.br

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