Resenha – xXx Reativado

xXx Reativado

Ação, espionagem e esportes radicais. Depois de um segundo capítulo que foi um fracasso de crítica e público, chegamos a xXx Reativado, terceiro filme da série com uma pergunta: o público ainda está disposto a dar uma chance para a franquia e para Vin Diesel?

Com direção de D.J. Caruso, a nova produção marca o retorno de Xander Cage, personagem de Diesel que foi o primeiro agente xXx (Triplo X), um programa da Agência de Segurança Nacional dos Estados Unidos que recruta pessoas sem ligações com agências de espionagem e donas de habilidades únicas para realizarem missões secretas.

Dado como morto no segundo filme da série, Xander na verdade forjou a própria morte para se desligar do programa xXx e viver uma vida nômade pelo mundo. Mas com o assassinato de Augustus Eugene Gibbons (Samuel L. Jackson), o criador do programa xXx, Xander se vê forçado a voltar ao jogo da espionagem internacional.

Sua nova missão será resgatar a Caixa de Pandora, uma arma secreta que foi roubada por um grupo de pessoas que parece ter o mesmo perfil de um agente xXx, o que leva Xander a montar sua própria equipe de agentes fora do padrão e viciados em adrenalina.

xXx Reativado segue a risca as marcas da franquia: cenas de ação impossíveis inspiradas em esportes radicais, tiros, explosões e pancadaria, tudo embalado em um clima de videoclipe, com gente estilosa e tatuada por todos aos lados. Ao estilo de Velozes e Furiosos, xXx é o tipo de filme em que a história é apenas um veículo para as cenas de ação e os efeitos especiais, enquanto todo o resto da produção acaba sendo levado pelo carisma do elenco.

E se Vin Diesel não oferece muito por praticamente interpretar a si mesmo, xXx Reativado chama a atenção por seu elenco multiétnico, com direito a uma atriz indiana (Deepika Padukone), um cantor de k-Pop (Kris Wu) e as duas grandes surpresas da produção, o chinês Donnie Yen (O Grande Mestre) e o tailandês Tony Jaa (Ong Bak), fantásticos artistas marciais que infelizmente fizeram poucos filmes ocidentais em papeis de destaque. Só a presença dos dois garante a produção um nível de coreografia durante as cenas de luta que poucas vezes se vê em Hollywood, o que deve fazer a alegria de fãs do gênero.

Apesar de não contar com um protagonista com o mesmo carisma dos brucutus dos anos 80, xXx Reativado diverte por seu clima frenético e por não se levar a sério em nenhum momento, o que talvez seja sua maior qualidade.

E antes que você pergunte: a participação do brasileiro Neymar na produção é curta e inusitada, mas funciona dentro do universo exagerado de xXx.

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Author: André Morelli

Vida louca e próspera. morelli@popground.com.br

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