Resenha – Vingadores: Era de Ultron

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Por Toni Santos

Chega finalmente aos cinemas o mais novo capítulo da mega-franquia da Marvel StudiosVingadores: A Era de Ultron. Continuação direta do primeiro filme dos Vingadores, a produção mostra o combate da equipe contra as forças da Hydra e o surgimento do vilão do título, Ultron, uma inteligência artificial que acredita que a destruição da humanidade é a única alternativa viável para a paz no planeta.

Recheado de combates e cenas dinâmicas, muitas delas homenagens diretas aos quadrinhos em conteúdo e estética, Era de Ultron é um filme divertido mas que falha em ter a mesma qualidade dos melhores filmes do estúdio, como Capitão América 2 ou mesmo o primeiro filme da equipe – talvez um ligeiro sinal de desgaste da fórmula da Marvel ou, mais provavelmente, do diretor Joss Whedon, que retornou nesse segundo filme mesmo se mostrando relutante nas entrevistas dadas ao final do primeiro.

Vamos falar primeiro dos problemas: os personagens apresentados no início do filme, Mercúrio (Aaron Johnson) e Feiticeira Escarlate (Elizabeth Olsen), não são carismáticos o bastante para que o público se encante em qualquer momento – no caso do Mercúrio isso é ainda mais claro, graças à comparação inevitável com a versão do personagem apresentada em X-Men: Dias de um Futuro Esquecido. Já os problemas enfrentados pelos personagens principais não avançam em nada suas histórias. Os dilemas de Tony Stark (Robert Downey Jr.) e Steve Rogers (Chris Evans), apresentados aqui de uma forma sombria que destoa do restante do filme, já foram vistos de forma quase idêntica – e melhor – nos seus próprios filmes, de forma que quem já acompanha os personagens pode achar esses elementos entediantes aqui.

Além disso, diversos trechos envolvendo os outros personagens servem apenas para semear idéias para os próximos filmes do estúdio, servindo pouco à história principal – o contrário do que ocorreu recentemente na série do Demolidor, por exemplo, onde ambas as funções foram cumpridas de forma impecável e orgânica.

Whedon disse em entrevistas que sua versão original era bem mais extensa, com mais de quatro horas de duração, o que fica evidente ao assistir o filme: a edição descuidada de Era de Ultron quebra o ritmo da narrativa em diversos momentos e remove o espectador da história. Uma certa cena de luta, por exemplo, é interrompida por nada menos que três cenas introspectivas em sequência antes de voltar à ação.

Agora, o lado positivo. O que salva Era de Ultron são os outros dois personagens novos: o Visão, interpretado por Paul Bettany, que adapta de forma perfeita o personagem para as telas, com surpresas o bastante para surpreender os fãs mais antigos. É desse personagem uma das melhores cenas do filme, um momento que vai dar o que falar entre os fãs. E Ultron, numa ótima interpretação de James Spader, que traz em seu comportamento muito de um de seus criadores, Tony Stark… além da própria inovação de um personagem robótico que é tudo, menos frio e calculista. O ódio evidente de Ultron é o que o torna um personagem interessante nas HQs e isso foi muito bem adaptado para as telas.

As cenas de combate são bastante divertidas, embora alguns efeitos especiais do começo do filme não estejam tão bem finalizados. Ver os heróis combatendo dezenas de robôs assassinos é algo que todo fã dos personagens sempre quis ver e as cenas aqui são executadas de forma magistral, embora sem o mesmo brilho que a Batalha de Nova York teve no primeiro filme.

Em resumo, Era de Ultron merece ser visto pelos fãs dos personagens, mas um ritmo inconstante, alguns personagens sem carisma e uma tentativa falha de tornar a história mais sombria o impedem de atingir a mesma qualidade dos melhores filmes da Marvel, como o primeiro Vingadores e Guardiões da Galáxia.

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Author: Popground

Ao Infinito... e Além. popground@popground.com.br

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