Resenha: Tomb Raider – A Origem

Tomb Raider

Por Henrique Oliveira e Natalia Borges

Após amargar com o fracasso no cinema de Tomb Raider – A Origem da Vida (2003) e no no jogo Tomb Raider: Underworld (2008), era inegável que a franquia precisava se reinventar.

Foi então que em 2013 foi lançado o jogo Tomb Raider, trazendo sua protagonista bem mais jovem e inexperiente, em suas primeiras aventuras que a levariam a ser a Lara Croft que conhecemos. A boa recepção da crítica e público reacendeu a esperança de um reboot também nas telonas. É exatamente o que temos aqui.

No longa, vemos Lara Croft (Alicia Vikander, A Garota Dinamarquesa) levar uma vida alheia à fortuna de sua família, realizando entregas com sua bicicleta pelas ruas de Londres. Ao se confrontar com a difícil aceitação da morte de seu pai, Lorde Richard Croft (Dominic West, The Affair e 300), desaparecido sete anos antes, Lara encontra pistas sobre seu possível paradeiro e embarca em uma perigosa jornada rumo à uma misteriosa ilha no Japão.

Tomb Raider – A Origem, enfrentou uma série de dificuldades desde que fora anunciado, entre elas a difícil missão em realizar uma boa adaptação de games para o cinema e a substituição da então curvilínea Angelina Jolie pela atlética Alicia Vikander. Mas basta assistir alguns minutos do filme, sob a batuta do norueguês Roar Uthaug, para deixarmos tudo isso de lado.

Temos aqui, surpreendentemente, uma boa adaptação dos games para as telonas, não por ser fiel aos acontecimentos do jogo, mas por trazer toda a dramaticidade, ação e senso de urgência que vemos no primeiro jogo para Xbox 360, chegando até a reproduzir algumas cenas icônicas dos games, nos fazendo sentir (ou relembrar, para os que já jogaram) realmente naquele universo misterioso e cheio de ação e aventura. A escolha de Alicia Vikander para o papel de protagonista foi exata pois ela traduz bem o que a Lara Croft dos games sente ao se aventurar por mares, florestas e montanhas, imprimindo humanidade à personagem e nos fazendo crer, mesmo que por um momento, que tudo aquilo em tela poderia ser feito por alguém com preparo físico e disposição. Outro ponto muito positivo é que em momento algum Lara Croft é hipersexualizada ou inferiorizada por outros personagens em cena, além da caracterização fiel dos games, desde a roupa até os acessórios icônicos usados por ela durante a jogatina – SIM, TEMOS ARCO E FLECHA!!!.

Tomb Raider chega sendo um ótimo filme de ação e aventura, com um roteiro que entrega o que promete, em uma trama bem conduzida, deixando espaço para possíveis continuações (e esperamos que aconteçam), para que tenhamos a oportunidade de ver uma Lara Croft ainda mais madura e pronta para desvendar toda a sorte mistérios pelo mundo.

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Author: Popground

Ao Infinito... e Além. popground@popground.com.br

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