Resenha – Star Wars: O Despertar da Força

O Despertar da Força

Em um 2015 repleto de retornos cinematográficos, nada poderia causar maior comoção do que a estreia do aguardado Star Wars: O Despertar da Força.

2015 foi o ano de franquias extremamente populares nos cinemas: Vingadores, Jurassic Park, Velozes & Furiosos, 007, Jogos Vorazes, Missão impossível. Mas não era segredo que todos esses lançamentos seriam ofuscados pela chegada de mais um capítulo da saga espacial criada por George Lucas.

Não é possível explicar em um único texto todo o peso de Star Wars. O filme de 1977 inaugurou o conceito de blockbuster e criou todas as bases do cinema de entretenimento como conhecemos hoje, para o bem o para o mal. Isso sem contar o impacto profundo de sua história e seus conceitos na vida de milhões de fãs por todo o mundo.

Depois da mais recente trilogia, que infelizmente apresentou mais defeitos do que qualidades e para alguns fãs até contribuiu para tirar um pouco da magia da história original, temos o início de um novo ciclo, uma nova trilogia dando sequência aos clássicos três primeiros filmes.

E direto ao ponto, dessa vez o tiro foi no alvo.

Coube ao talentoso J. J. Abrams a responsabilidade de comandar O Despertar da Força e medidas duras foram tomadas. O universo expandido, o grande conjunto de histórias criado em outras mídias nas últimas décadas, não seria levado em consideração para a produção dos próximos filmes.

Era necessário. Para Star Wars voltar a encantar os fãs, era preciso se livrar da bagagem extra e substituir certezas por dúvidas. Era necessário que o público fosse as salas de cinema sem saber o que encontrar, o que aliás merece palmas: contrariando um péssimo hábito da Hollywood atual, o novo filme lançou trailers que não explicavam sua história em três minutos.

Em O Despertar da Força, cerca de trinta anos se passaram desde a Batalha de Endor (O Retorno de Jedi), quando os Rebeldes tiveram sua principal vitória contra o Império. Uma nova República foi estabelecida, mas dos destroços do Império surgiu a Primeira Ordem, um grupo paramilitar que luta para tomar o poder de um governo que eles consideram fraco e incapaz de realizar as mudanças de que a Galáxia precisa.

Para combater os avanços da Primeira Ordem foi criada a Resistência, um braço armado da Republica liderado pela general Leia Organa (Carrie Fisher). Ambos os lados procuram por um desaparecido Luke Skywalker (Mark Hamill), o último membro vivo da milenar Ordem Jedi.

Em meio a essa procura, velhos conhecidos se juntam a novos personagens. Entre eles está a o foragido Finn (John Boyega) e a jovem Rey (Daisy Ridley), uma humilde catadora de sucatas que parece ter de alguma forma misteriosa seu destino ligado a uma trama muito maior do que ela pode compreender.

Sim, você já viu muitos elementos dessa história antes. Também estão lá os Destroyers Imperiais, os stormtroopers, a trilha sonora do maestro John Williams. Mas o segredo é entender de que forma J. J. Abrams recombina esses elementos e tenta levar a franquia para um novo lugar.

E o que Abrams sabe fazer de melhor é construir personagens, tanto do lado dos mocinhos quanto dos vilões. E um dos acertos do filme é a trágica figura de Kylo Ren (Adam Driver), um vilão ameaçador e implacável que esconde atrás de sua máscara um homem quebrado e cheio de dúvidas.

Muito se falou sobre a diversidade presente no filme e isso merece ser comemorado. O Despertar da Força apresenta de forma orgânica um mundo em que homens e mulheres, negros e brancos, exercem todo tipo de atividade. E fica a pergunta, não é exatamente assim na vida real?

Equilibrando com maestria um pano de fundo político com aventura, drama, ação, filosofia e fantásticos efeitos especiais, Star Wars: O Despertar da Força é o presente de Natal da Disney para todos os fãs da franquia.

Não perca mais tempo a vá agora até o cinema mais próximo.

ps: meu dróide favorito continua sendo o R2-D2, mas é difícil não criar simpatia pelo divertido BB-8.

Compartilhe!

Author: André Morelli

Vida louca e próspera. morelli@popground.com.br

Share This Post On

Submit a Comment

O seu endereço de email não será publicado Campos obrigatórios são marcados *

Você pode usar estas tags e atributos de HTML: <a href="" title=""> <abbr title=""> <acronym title=""> <b> <blockquote cite=""> <cite> <code> <del datetime=""> <em> <i> <q cite=""> <strike> <strong>