Resenha: Presságios de um Crime

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Em Hollywood, muitos atores ficam marcados por interpretar sempre o mesmo personagem e em outras ocasiões, o gênero de um filme parece pedir a presença de determinado intérprete. Se o gênero for um suspense policial como Presságios de um Crime, esse ator é Anthony Hopkins!

Uma prova para a teoria acima: quando o nome de Hopkins surge – mesmo com o tamanho de seu sucesso cinematográfico –, talvez um tipo não venha automaticamente a sua mente. Mas sempre tem aquele que levanta uma sobrancelha e solta a pergunta: “Ele não é o Hannibal Lecter, de O Silêncio dos Inocentes?”. Na mosca.

Precedido pelo sucesso no gênero, Hopkins se une a Colin Farrell (O Vingador do Futuro), Jeffrey Dean Morgan (Supernatural), Abbie Cornish (RoboCop) e a brasileira Luisa Moraes (novela Em Família) para contar a história de um veterano detetive do FBI (Morgan) e sua jovem e ambiciosa parceira (Abbie).

Eles pedem a ajuda de um recluso e solitário analista civil, o médico aposentado John Clancy (Hopkins) para resolver uma série de bizarros assassinatos. Quando os excepcionais poderes de clarividência de Clancy, que aparecem na forma de vívidas e perturbadoras imagens, colocam os detetives na trilha do assassino, o médico logo percebe que seu dom é muito pouco comparado com os poderes extraordinários deste fugidio assassino em uma missão.

Com cheirinho daqueles thrillers exibidos nas madrugadas da TV aberta, Presságios de um Crime apresenta um elemento diferente para os brasileiros, mais precisamente para os paulistas. Isso porque, a convite do próprio Anthony Hopkins – que também assina a produção executiva do filme – o longa é dirigido por Afonso Poyart, que só se apresentou no cinema nacional uma vez (Dois Coelhos) antes de se aventurar nesta produção estrangeira.

O diretor nasceu em Santos, no litoral sul do estado de São Paulo, e preparou uma surpresinha aos espectadores conterrâneos. Entre uma cena e outra, flashes confundem o cenário urbano com cenas das linhas de trem da CPTM, alguns takes aéreos com prédios da cidade paulistana e até viaturas da polícia gringa transitando pelo bairro da Vila Leopoldina, na zona oeste de São Paulo.

Com tudo bem encaixado, a trama não cansa, não dá sono e realmente empolga em diversos momentos. Quase que emprestando os poderes sobrenaturais do protagonista, vem aquela sensação de “eu já vi esse filme antes”, mas é só porque suspenses policiais sobrenaturais têm sido explorados diversas vezes tanto nas telonas quanto nas séries de televisão. No mais, Presságios de um Crime é aquele filme que você quer ver na última sessão de um dia de semana, com a sala vazia, para sentir a tensão dos personagens.

Sendo assim, uno-vos fãs de suspense, paulistas e brasileiros em geral! Presságios de um Crime é uma boa oportunidade tanto para ver um filme bacana quanto para prestigiar um artista nacional.

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Gabriel Gilio

Author: Gabriel Gilio

Oh Captain! My Captain!

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