Resenha: Piratas do Caribe – A Vingança de Salazar

Vingança de Salazar

Apesar de ter alcançado uma das maiores bilheterias de 2011, o lançamento de Piratas do Caribe – Navegando em Águas Misteriosas parecia ser o último sopro de vida de uma das franquias mais promissoras da Disney. Como salvá-la então? Apostando tudo em um quinto filme que segue a risca a fórmula Sessão da Tarde.

Sob as batutas dos diretores Joachim Rønning e Espen Sandberg, A Vingança de Salazar é uma aventura repleta de cenas engraçadas, um bom vilão e efeitos grandiosos. A trama em si segue a cartilha das produções anteriores e não arrisca em absolutamente nada. Ainda assim o filme cumpre o seu propósito, com direito a uma cena pós-créditos que traz a esperança de um sexto capítulo. No geral, a impressão que fica é que entre erros e acertos, a Disney se esforçou na tentativa de recuperar (um pouco) a força dos primeiros filmes da franquia.

Em A Vingança de Salazar, embarcamos com Henry Turner (Brenton Thwaites), o filho de Will Turner (Orlando Bloom) e Elizabeth Swann (Keira Knghtley), em sua jornada para livrar o pai da maldição do Holandês Voador. Com a ajuda da jovem astrônoma Carina Smyth (Kaya Scodelario) e do velho pirata Jack Sparrow (Johnny Depp), eles partem em busca do Tridente de Poseidon, que tem o poder de quebrar todas as maldições dos sete mares. Mas para completar sua missão, eles precisam fugir da fúria do Capitão Salazar (Javier Bardem) e sua tripulação fantasmagórica, que buscam vingança contra Jack.

Verdade seja dita, apesar de ser melhor que os últimos filmes da franquia, A Vingança de Salazar peca exatamente por sua aposta exagerada em trazer mais do mesmo, em um roteiro que amarra pontas de maneira preguiçosa, trazendo sempre um erro para cada acerto. Um exemplo claro é o vilão de Bardem, com sua presença marcante e assustadora, mas que está ali apenas para dificultar a vida dos personagens. Ou então o acertado retorno de Jack Sparrow ao posto de coadjuvante, só que completamente ofuscado por uma atuação visivelmente cansada de Johnny Depp. O novo casal de protagonistas também não é carismático, tornando qualquer outro personagem muito mais interessante, como o Tio Jack de Paul McCartney, numa breve e engraçadíssima cena.

Piratas do Caribe – A Vingança de Salazar está longe de ser um dos melhores filmes da série, mas se esforça o suficiente para entregar um entretenimento honesto e despretensioso.

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Natália Borges

Author: Natália Borges

Louca por filmes, séries, teorias da conspiração e coxinha de frango com catupiry.

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