Resenha: Os Oito Odiados

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Pegue todas as memórias que você guarda dos filmes dirigidos por Quentin Tarantino. É bem provável que você reconhecerá as melhores de cada um deles em Os Oito Odiados (The Hateful Eight), oitavo filme do diretor estadunidense que estreia hoje (7) em território nacional. Se você ainda não assistiu nada do diretor não terá com o que comparar, mas ainda assim a sessão vale a pena (e pode ser o pontapé inicial para mergulhar em sua obra).

O roteiro, também assinado por Tarantino, se passa por volta de uma década depois do final da Guerra Civil Americana. Se definindo como um faroeste, Os Oito Odiados começa com uma diligência fugindo de uma tempestade invernal em Wyoming. A bordo vão o caçador de recompensas John Ruth, interpretado por Kurt Russell (Soldado do Futuro), e a fugitiva Daisy Domergue, por Jennifer Jason Leigh (A Morte Pede Carona), que estão a caminho da cidade de Red Rock. Na estrada, cercados somente por neve, o Major e também caçador de recompensas Marquis Warren, vivido por Samuel L. Jackson (dispensa apresentações), e o sulista renegado Chris Mannix, por Walton Goggins (Sons OfAnarchy), pedem carona.

Quando a tempestade finalmente os alcança, Ruth, Domergue, Warren e Mannix buscam refúgio numa parada de diligências situada entre montanhas. Lá, são recebidos não pela proprietária, mas por quatro rostos desconhecidos que fecham a conta com os oito odiados do filme: o mexicano Bob, interpretado por Demián Bichir (Weeds); Oswaldo Mobray, o enforcador de Red Rock, por Tim Roth (Lie To Me); o vaqueiro Joe Gage, por Michael Madsen (Cães de Aluguel); e o general confederado Sanford Smithers, por Bruce Dern (Nebraska). À medida que o tempo piora sobre as montanhas, os nossos oito viajantes passam a, digamos, se conhecer melhor…

Épico, íntimo e surpreendentemente não surpreendente, Os Oito Odiados surge como um dos mais maduros filmes de Quentin Tarantino. Com uma elogiada trilha sonora e os típicos bons diálogos e cenas de violência, o diretor prende o público na ponta da cadeira durante os nada modestos 187 minutos de trama.

No elenco, algumas novidades são inseridas no mundo de Tarantino. Apesar de contar com os “reincidentes” Samuel L. Jackson, Tim Roth, Michael Madsen e Walton Goggins – que já trabalharam com o diretor – o filme ainda lança mão de Channing Tatum (G. I. Joe), que demonstra uma faceta interessante de se assistir e que não parece ter sido explorada antes em sua carreira.

Litros de sangue, flashbacks, narrações, piadas, cultura pop e o melhor dos diálogos de Tarantino: é isso que o espectador pode esperar ao pagar pela sessão. Se você ainda não foi ao cinema em 2016, não tem jeito melhor de abrir um ano que, bom, promete muita coisa boa!

Capriche na pipoca!

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Gabriel Gilio

Author: Gabriel Gilio

Oh Captain! My Captain!

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