Resenha – O Príncipe Dragão (1ª Temporada)

Avatar: A Lenda de Aang é uma das minhas animações preferidas seja por sua temática de artes marciais mesclados com elementos da natureza, seja por sua abordagem sobre assuntos como relacionamento, machismo, empatia, auto-estima, respeito, entre outros.
Mas porque falar de Avatar em uma resenha de O Príncipe Dragão? É porque a nova animação da Netflix promete trazer um mundo novo, cheio de magia e com o mesmo “espírito” que fez de Avatar uma série tão amada.

Com sua primeira temporada já disponível na Netflix, O Príncipe Dragão é uma animação lindíssima que acompanha a jornada dos jovens príncipes humanos Callum e Ezra e da elfa assassina Rayla, essa enviada para matar os príncipes e vingar os elfos da destruição do último ovo de dragão, mas que acabam se aliando quando descobrem que o ovo não foi destruído e que o devolver para o local de origem pode pôr fim a guerra entre elfos e humanos.

 

Dragon-Prince

Callum, Ezra e Rayla (e o Isca, rs)

 

As semelhanças com Avatar não são a toa pois a produção fica por conta do criador de Avatar: A Lenda de Aang, Aaron Ehasz, e do diretor Justin Richmond, conhecido por seu trabalho no jogo Uncharted, seja pela separação de temporadas em livros (1ª temporada é o Livro 1: Lua) ou por ter um trio de personagens multi-raciais, porém aqui vemos um mundo de fantasia da idade média, no melhor estilo O Senhor dos Anéis, mas com mais elementos mágicos e mitologia fantástica. Ao mesmo tempo que semelhanças acontecem ao vermos magias serem evocadas com a mesma fluidez que as dobras de elementos ou no carisma dos personagens e até mesmo na diversidade e nos temas abordados, exemplo: um Rei e um príncipe negros, mulheres fortes e reconhecidas por sua força e habilidades, como a própria elfa Rayla que em batalha é conhecida como a mais forte do seu grupo ou a General Amaya (já esta entre minhas personagens favoritas!), que apesar de deficiente auditiva não precisa de palavras para se impor ao mesmo tempo que é bondosa e empática (a cena dela orando e conversando em lingua de sinais com a lápide de sua irmão nem precisa de legenda, é de deixar o coração quentinho). 

Rei Harrow

Rei Harrow

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General Amaya e Gren, seu braço direito no exército e tradutor.

 

É notável as diferenças no ritmo da história, em como são aprofundados e bem trabalhados alguns personagens em pouco tempo e na própria animação que mistura 2D com cell shading, algo que me agradou pois deu um charme e originalidade a série, mas desagradou a alguns pela proposital baixa de frames, algo evidente nas cenas de ação.
O Príncipe Dragão tem potencial para não ser um substituto, mas sim uma nova série tão boa quanto foi Avatar: A Lenda de Aang ou A Lenda de Korra, desenvolvendo mais seus carismáticos personagens e ampliando seu mundo fantástico cheio de elementos que com certeza o tornam grandioso.

Que venha a segunda (terceira, quarta, quinta… ) temporada!

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Henrique Oliveira

Author: Henrique Oliveira

Nerd e sonhador que ama games e quadrinhos (e doces). Mais em @preto_geek

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