Resenha: Mulher-Maravilha

Mulher-Maravilha

Mulher-Maravilha chega com a missão de aliviar o clima de desconfiança em torno do universo compartilhado de filmes da DC Comics. E sem enrolar os leitores, o objetivo foi alcançado.

Considerada por muitos como o ponto alto de Batman vs Superman, a presença da mais famosa heroína dos quadrinhos levantou uma série de dúvidas sobre seu passado e motivações. E em Mulher-Maravilha, o público é finalmente apresentado ao rico universo da personagem.

Isolada do mundo exterior graças a um feitiço de camuflagem, a mítica ilha de Themyscira é o lar das Amazonas, uma sociedade de guerreiras imortais criada pelos deuses gregos. Única amazona nascida na ilha, a princesa Diana (Gal Gadot) foi educada e treinada nos princípios da cultura de seu povo, que prevê o dia em que Ares, o deus da guerra, vai ressurgir e influenciar os homens a entrar em um conflito capaz de destruir toda a humanidade.

A paz milenar de Themyscira é quebrada depois que um acidente aéreo leva o capitão da Força Aérea Steve Trevor (Chris Pine) a se tornar o primeiro homem a pisar na ilha. Ao ouvir os relatos de Steve sobre o conflito do que hoje conhecemos como a Primeira Guerra Mundial, Diana se convence de que as previsões sobre o retorno de Ares se confirmaram e decide que é seu dever como amazona acompanhar Trevor ao “mundo dos homens” para por um fim ao conflito.

Steve carrega uma informação que pode mudar os rumos da guerra. Durante uma missão infiltrado, o capitão descobre que o general Erich Ludendorff (Danny Huston) e sua principal cientista, a doutora Maru (Elena Anaya) desenvolveram uma arma capaz de virar o jogo para o lado da Alemanha. Para impedir os planos de Ludendorff, Diana, Trevor e um pequeno grupo de desajustados parte numa missão suicida.

Direto ao ponto, Mulher-Maravilha entrega um filme bem amarrado e direto, que respeita a mitologia da personagem nos quadrinhos e prende a atenção de quem não conhece nada a respeito da heroína. E a mudança de cenário da Segunda para a Primeira Guerra funciona bem para o roteiro, por se tratar da primeira vez na história em que uma guerra assumiu proporções tão grandes, incluindo o uso de armas químicas, matando indiscriminadamente soldados e civis.

Outro mérito da produção está na forte caracterização de Gadot como Diana. Em um mundo acostumado a assistir em tempo real todo tipo de conflito armado, o olhar idealista da personagem diante das atrocidades de uma guerra junto aos desmandos de seus líderes, são uma forte mensagem sobre o quanto nos tornamos indiferentes ao sofrimento do outro.

Porque como em toda grande história de guerra, em Mulher-Maravilha a diretora Patty Jenkins não nos entrega um filme que tem como foco as grandes batalhas e sim o aspecto humano ao redor delas. Porque é diante de situações extremas que nasce o heroísmo e a esperança, elementos que são o coração do novo filme da DC.

A Warner está no caminho certo. E que venha o filme da Liga da Justiça.

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Author: André Morelli

Vida louca e próspera. morelli@popground.com.br

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