Resenha – Liga da Justiça

Liga da Justiça

Depois de muita expectativa e apreensão, finalmente a Warner apresenta ao público sua Liga da Justiça, o quinto filme do ainda não-estabelecido universo cinematográfico inspirado nos personagens da DC Comics. Será que agora vai?

Enquanto o mundo ainda vive o impacto da morte do Superman (Henry Cavill), Batman (Ben Affleck) continua as investigações sobre os indícios mostrados em Batman vs Superman de que a Terra está na iminência de um ataque alienígena. Usando os arquivos de Lex Luthor (Jesse Eisenberg) sobre atividade meta-humana, o Homem-Morcego e a Mulher-Maravilha (Gal Gadot) tentam recrutar pessoas com habilidades especiais para deter a ameaça: o meio humano-meio atlante Arthur Curry (Jason Momoa), o superveloz Barry Allen (Ezra Miller) e o ciborgue Victor Stone (Ray Fisher).

Juntos, esse improvável grupo deve deter o implacável Lobo da Estepe (Ciarán Hinds), um guerreiro alienígena que viaja pelo universo conquistando mundos em nome de seu mestre, o misterioso Darkseid. Mas para completar sua missão, Lobo da Estepe e seu exército de parademônios precisam encontrar as três caixas maternas escondidas na Terra, aparelhos de imenso poder capazes de transformar nosso planeta numa cópia de Apokolips, o desolado mundo do vilão.

Fugindo de todos os pecados da Batman vs Superman, Liga da Justiça vai direto ao ponto e oferece uma história simples e coesa. Temos um Superman inspirador, cores, algumas piadas e um clima heroico que permeia toda a produção. O Batman ranzinza de Affleck funciona como o veterano da equipe, Gal Gadot mais uma vez é o destaque como Mulher-Maravilha, Jason Momoa faz um Aquaman outsider que se mostrou pouco e Ezra Miller e Ray Fisher são os novatos do grupo. Enquanto o Ciborgue de Fisher está muito próximo do Victor Stone das primeiras histórias do Novos Titãs, Ezra Miller interpreta um jovem (e piadista) Barry Allen, que ainda nem se formou na faculdade de criminologia.

Quanto ao Superman de Cavill, o tom correto para o personagem foi alcançado. E a conquista talvez tenha menos a ver com o ator e mais com a presença de Joss Whedon, que assumiu roteiro e direção do filme aos 45 do segundo tempo, depois que Zack Snyder se afastou do projeto para lidar com o suicídio da filha.

Liga da Justiça não é um filme perfeito, longe disso: o vilão não empolga, alguns dos CGs da produção são questionáveis, algumas resoluções são simples até demais e outra vez vemos mais um filme da Warner passando por um processo pesado de edição, em que muito do que foi filmado e até mostrado nos trailers não aparece. Mas mesmo com todos esses problemas de percurso, Liga não é uma colcha de retalhos. O filme tem unidade, diverte, oferece uma série de presentes que vão fazer a alegria dos leitores da DC e mostra em uma de suas duas cenas pós-créditos um interessante direcionamento para as próximas produções da franquia.

Agora é esperar pelo filme solo do Aquaman, com previsão de estreia para o ano que vem. E que venham mais filmes.

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Author: André Morelli

Vida louca e próspera. morelli@popground.com.br

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