Resenha – Jumanji: Bem Vindo à Selva (2018)

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Apesar da desconfiança ao ver o anúncio da Sony sobre o filme, felizmente essa “sequência” do clássico da Sessão da Tarde de 1995 surpreende por acertar ao atualizar a fórmula, na escolha do elenco e na comédia bem colocada.

Com direção de Jake Kasdan (Professora sem Classe), Jumanji: Bem Vindo à Selva traz em seu enredo a história de 4 jovens, cada um com seu estereótipo nada original, mas justificável: O Nerd, o Atleta, a Popular e a Anti-Social, que por ironia do destino acabam ficando presos na detenção do colégio juntos e tem a obrigação de limpar uma sala repleta de velharias e encontram a nova personificação do jogo Jumanji, que agora é um video game no melhor estilo Master System/Mega Drive. Ao tentarem jogar, são sugados para dentro do jogo e ali encarnam seus avatares que são personagens opostos a sua personalidade e isso faz com que o filme tenha uma ótima química entre os personagens e sustenta a trama mesmo com uma história simples e um vilão esquecível.

O grande ponto positivo fica por conta do elenco, tanto dos jovens composto por Alex Wollf (Casamento Grego 2), Ser’Darius Blain (Footloose – Ritmo Quente – 2011), Madison Iseman, Morgan Jeanette Turner (Invencível), quanto pelos astros Dwayne “The Rock” Johnson (Velozes e Furiosos 8), Kevin Hart (Policial em Apuros), Jack Black (Escola de Rock) e Karen Gillan (Guardiões da Galáxia). A química entre os astros dá o tom para a aventura do filme, com ótimas interpretações de Dwayne Johnson vivendo um nerd tímido e de Jack Black que encarna a egocêntrica e mimada Bethany. O filme traz algumas referências ao filme original, além de tantas outras vindas de games, filmes e séries como Tomb Rider, Indiana Jones e Breaking Bad.

A história é bem simples, mas faz jus a nova roupagem que os criadores quiseram trazer para a produção e assumindo a proposta de ser um jogo da década de 90, com diálogos simples, alguns clichês, cenas engraçadas e até com um NPC (Personagem Não Jogável), dando um ar mais atual a proposta de Jumanji.

Apesar de divertido o filme peca um pouco por trazer um vilão bem fraco, mas que não estraga a experiência do filme, mesmo porque tem pouco tempo de tela, deixando espaço para a aventura. A produção peca também por usar poucos elementos do filme original, distanciando o público mais nostálgico dessa nova proposta e deixando a cargo apenas do nome e do tabuleiro original essa função de ligação entre os filmes.

Jumanji: Bem Vindo à Selva é uma aventura divertida e despretensiosa, engraçada, perfeita para ser o próximo clássico da Sessão da Tarde, com identidade própria e mantendo o legado do primeiro filme intacto.

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Henrique Oliveira

Author: Henrique Oliveira

Nerd e sonhador que ama games e quadrinhos (e doces). Mais em @preto_geek

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