Resenha – Insurgente

Essa resenha é de autoria de Diego Ramon C. Dias, publicado por nossos amigos do Humanoides.

Insurgente é a continuação direta de Divergente, adaptado do livro de mesmo nome da autora Veronica Roth que compõe uma trilogia.
A direção agora é do Robert Schwentke (Red: Aposentados e Perigosos) e o roteiro foi adaptado por Brian Duffield, Akiva Goldsman e Mark Bomback.
No elenco ainda temos Shailene Woodley (Passaro Branco na Nevasca) e Theo James (Downton Abbey) em seus respectivos papeis além de Ansel Elgort (A Culpa é das Estrelas), Miles Teller (Whiplash), Kate Winslet (Em busca da terra do nunca) entre outros. E com novos acréscimos, Naomi Watts (Birdman) e Octavia Spencer (Histórias Cruzadas).

Na trama, Tris (Shailene Woodley) e Four (Theo James) agora são fugitivos procurados por Jeanine Matthews (Kate Winslet), líder da Erudição. Em busca de respostas e assombrados por prévias escolhas, o casal enfrentará inimagináveis desafios.

Insurgente apresenta um bom elenco, porém, com algumas ressalvas. Shailene o tempo todo leva o filme nas costas e como disse em outras resenhas, ela é o novo talento bruto que a todo filme cresce cada vez mais. Theo James teve um certo crescimento e a essa altura a química com sua parceira melhorou, porém, se estagnou com o desenrolar do filme, sem muitos altos e nem baixos.

Insurgente

Miles Teller (Peter) aqui demonstra um lado interessante que temos pouco no livro, o seu personagem ganha um lado irônico e até chega a ser engraçado durante a trama. Pelo menos vemos um ator se divertindo, mas não posso dizer o mesmo de Ansel Elgort (Caleb) que conseguiu ficar mais apagado do que estava na película anterior. E Kate Winslet (Jeanine) que apesar de ser uma excelente atriz teve uma participação minima, não apenas na trama mas nas cenas em que se precisava dela. Quem leu o livro imaginava uma mulher louca nos momentos mais tensos de sua personagem, e essa loucura foi diminuída. Nem as atrizes contratadas para Insurgente Naomi Watts (Evelyn) e Octavia Spencer (Johana) tiveram um maior espaço para se desenvolver. E Ray Stevenson (Marcus), que deveria ter um papel fundamental, foi deixado de lado logo no começo do filme.

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Consigo enxergar apenas um problema que possa justificar tudo até agora, roteiro. Insurgente possuí uma adaptação inferior com relação ao primeiro. A todo momento vemos uma preocupação maior com as cenas de ação do que com o desenvolvimento dos personagens, entre os personagens e a trama. Minha sensação foi de que a adaptação do livro fez apenas uma breve passagem pelo plot e alguns furos que existiam no primeiro filme permaneceram. O que antes empolgava, seja pelas cenas de ação ou a trilha sonora que completava ainda mais a história, agora não empolgou tanto.

De fato Shailene Woodley conseguiu tirar leite de pedra para desenvolver a personagem Tris, e Theo James (Four) teve como muleta a própria namorada para também crescer. Mas o mesmo não posso dizer dos demais, que não tiveram o mesmo ‘feeling‘ para tentar trabalhar com o roteiro. Zoë Kravitz (Cristina) por exemplo teve sua chance no filme apenas em uma cena chave. E Ansel Elgort, apesar de maiores participações não teve um desenvolvimento bom. Até quando os outros atores precisavam dele, ele se foi e não sentimos sua falta.

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Insurgente é um filme frenético, com muita ação e violência. A rapidez poderia ter sido contida em alguns momentos para que pudéssemos ter um aprofundamento na história, como é a relação entre leitor e livro. A imagem me pareceu escura, há momentos de quase breu total e infelizmente o 3D é decepcionante por ser convertido, ou seja, o 3D foi incluído na pós-produção apenas para se lucrar ainda mais com a franquia. Prefira ver o filme em 2D que não perderá nada.

A simbologia que tanto elogiei aqui já não existe mais. 

A simbologia que tanto elogiei aqui já não existe mais.

Para quem gostou do livro, é uma boa ver Insurgente no cinema, pois ele continua os acontecimentos. Todo fã da saga irá ver. Porém, me senti um pouco decepcionado com o resultado final. Mas os atores fizeram pelo menos a lição de casa, continuando com os seus monólogos interiores e compondo a cena apenas com olhares e interpretação.

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Popground

Author: Popground

Ao Infinito... e Além. popground@popground.com.br

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