Resenha de Natal: Operação Big Hero

por Antonio Santos.

Operação Big Hero

Uma das grandes questões dos fãs da Marvel quando a editora foi adquirida pela Disney foi “será que veremos desenhos animados infantis dos personagens da Casa das Idéias?” A resposta, positiva, veio na forma de Operação Big Hero, a adaptação de um dos grupos mais obscuros já publicados pela Marvel – tão obscuro que suas aventuras originais não foram publicadas no Brasil até hoje. Na verdade o termo adaptação é errado aqui: poucos elementos do quadrinho original foram preservados e os diretores Don Hall e Chris Williams tiveram carta branca para reinventar o que quisessem.

O resultado é um filme que não deve nada aos mestres das animações 3D – a Pixar, também propriedade da Disney – e reafirma o renascimento 3D dos estúdios Disney, que teve como ápice o sucesso estrondoso de Frozen no ano passado.

A história de Operação Big Hero mostra o companheirismo entre os irmãos Hiro e Tadashi Hamada, dois apaixonados por tecnologia que usam seus talentos de forma muito diferente: o mais jovem, Hiro, participa de lutas clandestinas de robôs, enquanto o mais velho, Tadashi, tenta tirar seu irmão dessa vida e convencê-lo a se inscrever na Faculdade de Tecnologia de San Fransokyo, uma cidade que mistura elementos ocidentais e orientais, da mesma forma que o filme e os quadrinhos originais misturavam influências ocidentais e orientais.

É lá que estudam os outros personagens do desenho: GoGo Tamago, uma ciclista linha-dura que estuda velocidade e magnetismo; o desajeitado Wasabi, especialista em lasers; Honey Lemon, a química da equipe; e Fred, o cara esquisito que adora monstros gigantes e cultura pop. É lá também que Tadashi cria a grande surpresa do filme, Baymax, o robô-enfermeiro inflável, dedicado a cuidar de todos ao seu redor.

Baymax Hiro

Operação Big Hero lida de forma excelente com temas como perda, vingança, companheirismo e aceitação. A ação é constante e o humor é afinado, ótimo para todas as idades. Embora os membros do grupo sejam eclipsados pela amizade de Hiro e Baymax, a troca vale a pena. Baymax, com sua programação de servir e proteger, é quase uma resposta direta aos “heróis” mais recentes dos filmes live-action, sempre ligados a narrativas sombrias e supostamente “realistas”. Essa profunda preocupação em fazer o correto e ajudar é o que torna o personagem em mais que um mascote fofo, tornando-se um verdadeiro super-herói ao longo do filme e impedindo Hiro de seguir por esse caminho sombrio.

Ao final do filme, fica claro que esse é mais um sucesso do renascimento dos estúdios Disney. E fica a torcida de que vejamos esses personagens em novas histórias, o quanto antes.

Operação Big Hero estreia no Natal, 25/12, em todos os cinemas. Confira abaixo o trailer:

 

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Author: Popground

Ao Infinito... e Além. popground@popground.com.br

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