Resenha: Caça-Fantasmas

Caça-Fantasmas

Estreia hoje nos cinemas Caça-Fantasmas, o polêmico remake do clássico de 1984. E a pergunta que fica: será que o diretor Paul Feig acertou o alvo?

Na trama do novo filme, a doutora Erin Gilbert (Kristen Wiig) descobre que seu antigo (e esquecido) livro sobre fenômenos paranormais escrito em parceria com sua amiga de infância Abby Yates (Melissa McCarthy), foi relançado sem sua autorização. Erin tenta resolver a situação mais acaba se envolvendo numa investigação paranormal junto com Abby e Jillian Holtzmann (Kate McKinnon), a brilhante (e insana) parceira de pesquisas de sua amiga.

O problema é que as filmagens sobre a investigação do trio viralizam na internet e as cientistas perdem seus empregos. Dispostas a continuar suas pesquisas, as cientistas resolvem abrir por conta própria um serviço de investigação de fenômenos paranormais. E com a chegada da ex-funcionária do metrô Patty Tolan (Leslie Jones), o grupo percebe que o aumento de relatos sobre fantasmas em Nova York podem estar ligados a uma ameaça muito maior.

Antes de qualquer pergunta: sim, o novo Caça-Fantasmas é um reboot da franquia, o que significa que nessa história a equipe de 1984 nunca existiu e a população além de não acreditar em fantasmas, também vê a nova equipe como um bando de farsantes.

Partindo desse ponto, estamos falando de um filme de origem, com todos os elementos clássicos: a aparição de um fantasma e as confirmações das teorias de Erin e Abby, a formação da equipe e a criação da tecnologia para pegar fantasmas por Holtz. E para agradar os velhos fãs, inúmeras situações do filme clássico são recriadas, além das inevitáveis participações especiais do elenco original na produção.

Falando sobre o elenco, não podemos ignorar que parte das críticas do novo Caça-Fantasmas veio da escolha de uma equipe formada por mulheres, o que demonstra que ainda falta muito para vivermos numa sociedade menos machista. Mas a verdade é que elenco está afiado na relação de amigas entre Melissa McCarthy e Kristen Wiig e no humor exagerado de Leslie Jones. Mas sem dúvida os melhores momentos ficam para Kate McKinnon e sua cientista maluca, além da incrível participação de Chris Thor Hemsworth como Kevin Beckman, o recepcionista burro, bonitão e completamente incompetente da equipe.

O filme tem problemas? Infelizmente sim, mas não estamos falando de roteiro ou do elenco de protagonistas. A real é que numa comparação com o filme de 1984, Ivan Reitman é muito mais diretor do que o fraquinho Paul Feig. Os problemas de ritmo, edição e a direção sem sal nas cenas de ação roubam muito do potencial do filme.

De qualquer forma, o novo Caça-Fantasmas diverte de forma despretensiosa. E que os erros desse reinicio de franquia sejam aprendidos e que o público seja recompensado com uma sequência mais redonda.

E para os fãs da franquia fica a dica: permaneçam no cinema até a cena pós-créditos. Entendedores entenderão.

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Author: André Morelli

Vida louca e próspera. morelli@popground.com.br

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