Resenha: Assassin’s Creed

Assassin's Creed

Com nove jogos produzidos e uma legião de fãs, era apenas questão de tempo para que a franquia Assassin’s Creed fosse adaptada para o cinema. Mas será que o filme conseguiu vencer a maldição que parece cercar as adaptações de games para a grande tela?

Com direção do australiano Justin Kurzel, Assassin’s Creed marca o retorno da dupla Michael Fassbender (X-Men – Primeira Classe) e Marion Cotillard (Batman: O Cavaleiro das Trevas Ressurge), que já haviam atuado juntos em Macbeth, produção também assinada por Kurzel. E fechando o trio de protagonistas com Jeremy Irons (Batman vs. Superman), dá para perceber que a parceria entre a Fox e a produtora de games francesa Ubisoft se esforçou na escolha de um grande elenco para o filme.

Adaptando diversos elementos do primeiro Assassin’s Creed de 2007, o filme tem como protagonista Callum Lynch (Fassbender), um homem condenado a pena de morte que se torna cobaia em uma experiência organizada pela Abstergo, fundação comandada pelo misterioso Alan Rikkin (Irons) e sua filha, a doutora Sophia (Cotillard).

Lynch descobre ter sido escolhido por ser descendente direto de Aguilar de Nerha, um guerreiro que viveu no século 15 e foi membro de uma ordem de Assassinos que lutava contra a Inquisição Espanhola. Através de uma máquina chamada Animus, a equipe da doutora Rikkin pode acessar as memórias presentes no DNA de Lynch para refazer os passos de Aguilar.

Enquanto aprende sobre seu ancestral e convive com outras pessoas presas na Fundação Abstergo, Lynch se torna parte do milenar conflito entre a ordem dos Assassinos e a ordem dos Templários, em busca de algo que só poderá ser encontrado através das memórias de Aguilar: a lendária Maçã do Éden, um artefato criado por uma raça que viveu na Terra antes dos seres humanos e pode conter o segredo para escravizar toda a humanidade.

Adaptando de forma bastante fiel os elementos presentes no universo de Assassin’s Creed, o grande pecado do filme de Justin Kurzel talvez seja o excesso de informação. Com tantos elementos contidos na trama e tantos saltos entre passado e presente, parte do público pode se perder na condução da história.

Quanto a Michael Fassbender, o ator entrega um bom trabalho se dividindo nos papeis de Callum Lynch e Aguilar de Nerha. Só que o filme parece não encontrar tempo para desenvolver os dois personagens de forma que o público passe a se importar com eles. E para um filme de ação, isso é um problema grave.

Ao final de Assassin’s Creed, fica claro o desejo dos produtores de criar sequências e expandir o universo da história da mesma forma que os games. Resta saber se a até agora baixa bilheteria da produção vai animar os estúdios a investir em novos projetos envolvendo a franquia.

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Author: André Morelli

Vida louca e próspera. morelli@popground.com.br

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