Resenha: A 5ª Onda

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Vamos fazer um exercício. Nas frases a seguir, pense em quantos nomes de filme puder. Preparado? Um longa vindo de um livro esgotado nas maiores livrarias. Uma personagem feminina forte com o coração dividido, mas uma causa nobre. Um romance em que uma das partes esconde segredos essenciais. O planeta Terra invadido por extraterrestres. A esperança de todos nas mãos de adolescentes.

Se você conseguiu pensar em, pelo menos, cinco títulos para cada sentença descrita, nem precisa ir ao cinema: você já assistiu A 5ª Onda (The 5th Wave). Agora, se você é fã do gênero e tem se sentido carente com o fim de sua franquia favorita, corra para a telona mais próxima e aproveite a nova distopia que a Sony trouxe para você.

A nova investida da gigante Sony conta a história de Cassie Sullivan, interpretada pela provável nova queridinha infantojuvenil Chloe Grace Moretz (A Hit-Girl de Kick-Ass). Alienígenas invadem a Terra no melhor estilo Independence Day, com uma nave misteriosa que paira sobre os Estados Unidos. Para tentar tomar o planeta das mãos humanas, os extraterrestres começam ondas de ataques.

Na primeira onda, um pulso eletromagnético retira a eletricidade do planeta. Na segunda onda, um tsunami gigantesco mata 40% da população. Na terceira, os pássaros passam a transmitir um vírus que mata 97% das pessoas que resistiram aos ataques anteriores. Na quarta onda, tentando matar o que sobrou dos seres humanos, os próprios alienígenas se infiltram entre os restantes, espalhando o caos e a dúvida. Cassie então tem duas preocupações: preparar-se para a quinta onda, que virá para acabar de vez com a raça humana no planeta, e proteger seu irmão mais novo, que corre risco iminente.

Mas a heroína não estará sozinha, Nick Robinson (Jurassic World) e Alex Roe (O Atirador: Legado) estarão com ela em A 5ª Onda, nas peles de Ben Parish e Evan Walker, respectivamente. É o máximo que se pode dizer sem acabar contando partes importantes para o funcionamento da trama.

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Apesar da própria Chloe Grace afirmar que A 5ª Onda não se trata de uma distopia, é inevitável não conectar o filme às franquias que passaram recentemente pelas salas de cinema brasileiras e arrastaram multidões. Ela explica, dizendo que “o que é diferente sobre A 5ª Onda é o fato de que não se trata de um universo distópico. [O filme] Não se passa a mil anos em um futuro distante. É uma possibilidade, algo que poderia acontecer – mas provavelmente não vai”.

Como todos já estão bem familiarizados, é claro que a trajetória da mocinha não para aqui. A 5ª Onda tem continuação já disponível nas livrarias, chamada O Mar Infinito, e outra que ainda não foi lançada nem em livro, que se chamará A Última Estrela. A promessa é que tudo acabe aí, no bom e velho formato de trilogia. Talvez.

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Com direção de J.Blakeson, A 5ª Onda tem 1 hora e 57 minutos, que passam honestos, sem entediar o público, mas também sem impressionar ninguém. As cenas das primeiras tentativas mortíferas dos alienígenas aumentam o ânimo com fotografias e efeitos que visam tirar o fôlego, e até conseguem, mas a intenção não se mantém no decorrer do longa.

Quem gosta de ler o livro antes do filme deve se apressar. Com a velocidade que as novas franquias vêm surgindo, talvez não dê tempo de terminar a trilogia de Rick Yancey, criador da ficção, antes que essa versão de A 5ª Onda dê lugar a sua obra sucessora.

Para os fãs, é claro que a sessão é quase obrigatória. Para quem ainda não tem opinião formada sobre o gênero, vale dar uma chance. Quem não se anima com a perspectiva, entretanto, pode ir ver A 5ª Onda com um amigo que aprecie filmes como este. Afinal, cinema é bom até quando o filme deixa a desejar.

Boa sessão!

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Gabriel Gilio

Author: Gabriel Gilio

Oh Captain! My Captain!

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