Resenha: 50 tons de cinza – Desfoque do preconceito

50 tons de cinza

Com direção da cineasta inglesa Sam Taylor-Johnson (Nowhere Boy), 50 tons de cinza, o longa-metragem baseado no 1º livro da trilogia criada pela escritora E. L. James, chegou aos cinemas esse mês causando muita polêmica: tem a galera que ama e a galera que odeia.

Eu quis me abster, fugir para as colinas, mas não teve jeito. Estava eu no cinema (lotado), com pessoas desconhecidas eufóricas, casais eram a maioria. E eu parecia um peixe nadando no meio dos tubarões.

Logo nas primeiras cenas de 50 tons de cinza, o público manda seu recado: vibra, torce, aplaude.

Mediante todas essas reações, que não param durante as 2 horas de filme, coloquei meus fones de ouvido e mergulhei na história de Ana e do senhor Grey e tentei me livrar do que me incomodava: as pessoas.

Isso mesmo! Como já disse Sartre “o inferno são os outros”. E digo o porque: Quando algo polêmico é lançado, todos acham que tem obrigação de ter uma opinião e vou além, todo mundo acha a própria opinião muito importante ao ponto de ser disseminada aos outros.

Confesso! Eu faço parte dessa galera, mas dessa vez me contive e guardei pra mim. Fui ao cinema e te conto o que vi.

50 tons de cinza tem a intenção de apresentar uma temática não explorada no universo pop, o sadomasoquismo. Polêmico, difícil, tabu.

Anastasia Steele (Dakota Johnson, filha da Melanie Griffith!) e Christian Grey (Jamie Dornan) formam um casal quase perfeito nos moldes tradicionais, se não fosse o estilo de relacionamento que o galã optou: sadomasoquista, onde ele é o dominador.

No desenrolar da trama, o dinheiro de Grey seduz, o mistério seduz, Grey é o macho alfa que toda mulher quer (pelo menos todas as que estavam presentes no cinema). Ana é apresentada como uma virgem tímida e sonhadora. Fórmula conhecida, não? Acrescente doses mais ou menos picantes de sexo, sadomasoquismo num nível iniciante e explicado – o filme parece um manual SM – tá feito e voilà!

Uma última dica, antes de sair de casa para essa missão, desfoque do preconceito e esqueça de tudo o que você leu sobre 50 tons de cinza. E não esqueça os fones!

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Marjorie Pinheiro

Author: Marjorie Pinheiro

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